O Ano era 2017, e naquela ocasião, segundo levantamento divulgado no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, cerca de 13% da população brasileira apresentava evidencias diagnósticas do Transtorno de Ansiedade Social – TAS, também conhecido como Fobia Social.
Em números absolutos então, estima-se que aproximadamente 28 milhões* de brasileiros estejam sofrendo de alguma forma por conta das sensações exacerbadas, agudas e “irracionais” de medo e ansiedade relacionadas ao Transtorno. São 28 milhões de pessoas que estão sofrendo por conta da possibilidade de ter algum aspecto da sua aparência ou comportamento em constante análise, julgamento ou crítica. Imagine a vida de 28 milhões de pessoas evitando algum tipo de interação social apenas para não potencializar aquelas sensações citadas inicialmente?
Já imaginou quantas pessoas não conseguem ir à uma festa, não conseguem ir até a padaria, não conseguem fazer uma refeição numa praça de alimentação de um shopping, não conseguem responder Bom Dia, atender um telefone, responder uma chamada na escola, fazer um trabalho em grupo, fazer uma apresentação em público, não conseguem se relacionar, fazer amigos, publicar algo nas redes sociais, trabalhar etc.? Quantas pessoas se sentem paralisadas e não conseguem aproveitar as oportunidades da vida? Quantas pessoas não conseguem avançar por c onta de um conflito emocional relacionado ao Transtorno de Ansiedade Social? Quantas pessoas estão deixando de viver de forma plena por conta de tudo isso?
Pois é, aquilo que pode ser simples para você, pode ser muito complexo e dolorido para o outro, por isso precisamos desenvolver cada vez mais a nossa capacidade de acolhimento, pois Fobia Social não é Frescura!
Infelizmente um dos complicadores** neste cenário ainda é a falta de informação sobre o assunto. A falta de informação sobre o tema faz com que pessoas que sofram por conta da Fobia Social sejam muitas vezes adjetivadas como estranhas, esquisitas, diferentes, “patéticas” etc., e este processo de adjetivação pode contribuir para desencadear uma série de outros efeitos/consequências ainda mais significativos e graves para a vida dessas pessoas e dos seus familiares.
Já caminhando para “os finalmentes” como diria Odorico Paraguaçu, não poderia deixar de informar também, que graças a pujança atual das Neurociências, novas abordagens terapêuticas foram desenvolvidas e dentre essas abordagens eu destaco a Terapia de Reintegração Implícita, a qual possibilitou uma maior compreensão da relação cérebro x emoções. Embora muitas vezes o tratamento para pessoas que sofrem com Fobia Social passe por um suporte multidisciplinar, contar com a orientação de um Terapeuta qualificado poderá facil itar demais o processo de reeducação dos padrões mentais que estão proporcionando sofrimentos.
Encaminhe este texto para uma pessoa querida que precise saber de tudo isso.
Um abençoado dia.
Welinton Benga
Terapeuta
Notas
* 28 milhões de pessoas é um quantitativo projetado a partir do percentual de 13% citado no início do texto, considerando os dados populacionais disponíveis em agosto de 2022
**Preconceito, desvalorização dos sintomas e confusão com timidez por exemplo são outros exemplos de complicadores em relação ao TAS.
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